Relacionamentos LGBT no Brasil

Uma entrevista com Marcelo Mertins, que falará sobre seu relacionamento.
Por Giovana Rossi em 02 de dezembro 2022, às 10:20

As conquistas de direito da população LGBTQIA+ vieram forte nos anos 2000, fato que não agradou muito religiosos fanáticos, que insistem, ainda nos dias de hoje, em não reconhecer esses indivíduos, afirmando que eles “são uma anomalia” e falando absurdos como “ideologia de gênero” e “ditadura gay”.

Nesta entrevista teremos a participação do professor de artes, Marcelo Mertins,que faz parte da comunidade LGBT e nos falará sobre seu relacionamento.

Entrevistador: Obrigado pela participação, o nosso entrevistado de hoje será o Marcelo Mertins, professor de Artes da escola do SENAC Distrito Criativo, que concordou em participar desta entrevista sobre seu relacionamento.

Entrevistador: Como você e seu cônjuge se conheceram?

Marcelo: A gente se conheceu no teatro, mas um dia ele foi assistir um espetáculo que eu estava fazendo e a gente depois do espetáculo, tomamos cerveja e tomou outra e tomou outra. E aí, a gente ficou 2 semanas sem se falar. Ele me marcou numa coisa do Instagram, e aí eu curti umas fotos dele. Então, a gente começou a conversar, né? A gente saiu pra tomar uma cerveja. mas aí depois ele disse assim: “Eu te marquei sem querer numa publicação no Instagram.” Aham, Claro.

Entrevistador:Como as suas famílias lidaram com a sua relação?

Marcelo: Foi tranquilo, ele foi casado, então ele tem dois filhos, então a preocupação dele primeiro era os filhos que foram super de boa. Depois, a mãe dele foi super de boa e a minha família, que foi no passado difícil, está muito mais tranquilo hoje em dia. Então hoje em dia foi. Foi tudo bem. Assim, mas no passado a família foi problemática, mas não nessa relação.

Entrevistador: Como foi essa decisão de morar juntos?

Marcelo:Eu não queria porque eu já tinha morado junto e eu acho super complicado. Daí a pandemia veio e a gente ficou na casa um do outro a pandemia inteira os primeiros 10 meses de pandemia. Daí a gente percebeu que estava gastando em dobro. E disse: “Ai, vamos morar junto? Vamos morar juntos.” Experimentamos morar e nem isso faz dois anos.

Entrevistador:Quais dificuldades vocês passaram?

Marcelo: Acho que duas pessoas conviverem e terem as mesmas percepções sobre uma casa, sobre uma relação, sobre o mundo, é um processo longo, duradouro e demorado. Então, a dificuldade acho que foi a gente poder continuar sendo nós mesmos, mas ao mesmo tempo, dizendo aquilo que é preciso mudar. Mas a resumindo, as grandes dificuldades são em relação a casa, a organização do cotidiano, as piores são essas.

Entrevistador: Como você declara sua relação?

Marcelo:A gente se diz namorado. Porém, é mais que isso, não é? A gente está falando do companheiro, outros nomes também. A gente pensa em talvez casar no civil, mas sem cerimônia. Mas a gente se diz namorado até hoje. Embora a gente sabe que é mais que isso né? Eu convívio com os filhos, temos convivido bastante com as famílias um do outro também.

Entrevistador: Muito obrigado pela sua participação!

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