Satélite da missão DART sucedeu em alterar órbita do asteroide Dimorphos.
Satélite havia sido lançado pela Nasa em novembro do ano passado.
Por João Heitor da Rosa Krüger
Imagem de NASA/JOHNS HOPKINS APL
Satélite havia sido lançado pela Nasa em novembro do ano passado.
Por João Heitor da Rosa Krüger
Imagem de NASA/JOHNS HOPKINS APL
No dia 27 de setembro o mundo foi surpreso pelo sucesso da missão DART, onde um satélite artificial se movendo a cerca de 6.1 quilômetros por segundo (21,960 km/h) se chocou intencionalmente contra o satélite natural Dimorphos, causando, inicialmente, uma enorme dispersão de poeira.
Após o teste nada mais foi divulgado, e apenas 285 horas após o contato inicial que os resultados foram divulgados: 32 minutos de rota orbital do satélite Dimorphos em volta do asteroide Didymos foram reduzidos. Esta mudança no tempo de órbita impressionou até mesmo os cientistas por trás da operação, que previam “apenas” 10 minutos de alteração. Também houve a formação de uma colossal cauda de poeira, de cerca de 10.000 quilômetros de comprimento.
O bom resultado deste experimento também é otimista, afinal provou que um sistema integrado de defesa planetária composto de satélites armados com ogivas nucleares para redirecionar asteroides em rota para a Terra é viável e pode sim funcionar.
A NASA não revelou se irá realizar mais testes “em campo” e se eles irão usar satélites armados com dispositivos nucleares, mas certamente não será a última vez que veremos as surreais imagens que foram capturadas pela sonda italiana LICIACube, que mostraram a magnitude do choque.