EROTIZAÇÃO PRECOCE
Pedro Leonardo Schwanck Leffa
Pedro Leonardo Schwanck Leffa
Observamos de forma exponencial pré-adolescentes e crianças sendo expostas a práticas e pensamentos que só deveriam dizer respeito a uma pessoa mais madura, um adulto seria o melhor exemplo. Primeiramente a que exposição estou me referindo? Me refiro principalmente a qualquer tipo de conotação sexual, isso inclui até o mais inocente dos beijos.
Chegamos ao ponto onde banalizamos a inocência de nossas crianças, deixando-as consumirem qualquer conteúdo com pouca ou nenhuma supervisão. O motivo disso é falta de comprometimento. Muitos responsáveis tentam argumentar insinuando que suas crianças são maduras independente da idade, ou que precisam de liberdade para elas explorarem e aprenderem sobre o mundo por conta própria. Nesse contexto qualquer argumento do gênero não passa de uma balela, e lá no fundo sabemos que aqueles responsáveis não estão preparados ou só não se importam com seus filhos, caso contrário tentariam manter uma supervisão maior.
Gosto de pensar que qualquer boa relação precisa ter diálogo constante, infelizmente essa não é a realidade da maioria das famílias. Precisamos de responsáveis e filhos dispostos a conversar, muitas vezes o jovem tem medo ou vergonha de perguntar sobre tal assunto e espera a iniciativa do responsável para poder se abrir, mas e quando o responsável não se importa com seu filho, o que acontece? A resposta é simples. O jovem recorre à internet, onde pesquisa e conversa com pessoas estranhas na busca de saciar sua curiosidade. O maior problema é falta de senso para discernir no que acreditar ou não, o que é realidade e o que é ficção, e até mesmo dizer se o jovem em questão já está maduro para discutir tal assunto.
O resultado dessa exposição em sua maioria é um jovem que tenta se igualar a padrões que são irreais ou não estão ao seu alcance devido a sua idade, e a tentativa constante de se validar e se consolidar nesse padrão, em sua maioria, resulta em frustração e serve como base para diversas questões psicológicas, como depressão e ansiedade, por exemplo, que são denominados o maior mal da geração.
De onde surgiu essa prática? Da curiosidade e negligência do ser humano, fatores que nos acompanham desde nossa origem. A curiosidade impulsiona os jovens a buscar conhecimento “restrito”. E pais negligentes acham que evitando conversas explicativas vão estar preservando a inocência de suas crianças, ao mesmo tempo que deixam de lado a supervisão, dando brecha para a mídia doutrinar os mais jovens.
A imagem usada no artigo foi retirada do Xou da Xuxa, um programa “infantil”. Exemplos como esse se tem aos montes; podemos observar uma clara apelação no figurino usado pelas figuras femininas adultas no programa. Vemos o desenvolvimento de jovens influenciados por tais mídias que passam a banalizar conteúdos eróticos tornando-os normais. Uma criança não costuma perceber a malícia utilizada, por isso cabe aos responsáveis filtrar o que suas crianças devem assistir.
Infelizmente com a internet diversos jovens podem consumir conteúdos cada vez mais explícitos, as gerações que vivenciaram a erotização precoce caso tenham filhos é provável que lhes deem a mesma educação perpetuando esse comportamento. (exposição a erotização antes da faixa etária correta da criança para determinado estímulo).
Este artigo de opinião visa conscientizar a todos sobre a erotização precoce e seus males, deixando claro que existem exceções e contextos diferentes tornando cada caso único.
REFERÊNCIAS
https://pt.wikipedia.org/wiki/Xou_da_Xuxa
https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/riscos-erotizacao-precoce-infancia-como-pais-podem-evitar/