Seja inteligente, não Smart. Seja honesto, você já cogitou a compra de uma assistente virtual. Se não, já pensou sobre a sua vida com uma, e francamente, as atualidades e notícias estarem à um comando de distância é algo extremamente convidativo, e você não é culpado por isso. Mas o que realmente me incomoda é o horizonte de ideias que foi aberto por causa da introdução de Smart Assistants , que acredite ou não, gerou a produção de inúmeros produtos que utilizam dessa tecnologia para funcionarem, como as lâmpadas inteligentes ou cortinas automáticas. Só a existência desses objetos levanta a questão: existe algum problema ou inconveniência que eles resolvam? Ou só existem para um nicho de mercado que poucos têm acesso? O último questionamento é o que fica, afinal um dos produtos mais famosos e almejados é a Smart Fridge, que custa em torno de 20 mil reais, um valor absurdo para quase toda a população do planeta Terra, e mesmo assim suas “vantagens” continuam sendo vendidas como necessárias. A simples existência deste produto é a causa da minha indignação como produtos Smart, que são comercializados como substitutos de coisas e ações simples. Não quero dizer que estes produtos deveriam ser abolidos e extintos, mas que os recursos que oferecem fossem mais úteis para o cidadão comum. Pense bem, em que momento na sua vida você cogitou usar um porta ovo conectado à sua internet? Ou então um dispenser de fio dental automático? São coisas tão fúteis, mas que mesmo assim possuem palco e compradores. O fato mais interessante de tudo isso é que além de pagar caro por versões “aprimoradas” de algo que já existia em sua casa, você ainda é refém da empresa que construiu e vendeu o dispositivo, afinal todos eles precisam de programas específicos para funcionarem, ou então até refills que só a empresa fornece (lixeiras ou dispensers). Mas a realidade é dura: Os smart gadgets vieram para ficar, e se forem sair de circulação será apenas após muita pressão de nós, os consumidores. Mas como afirmei antes, penso que todo este nicho tecnológico do mercado ainda possui chance de se redimir e se tornar complementar, eficiente ou até vital para o bom uso das tecnologias dentro de casa. Por: João Heitor da Rosa Krüger