EROTIZAÇÃO PRECOCE Observamos de forma exponencial pré-adolescentes e crianças sendo expostas a práticas e pensamentos que só deveriam dizer respeito a uma pessoa mais madura, um adulto seria o melhor exemplo. Primeiramente a que exposição estou me referindo? Me refiro principalmente a qualquer tipo de conotação sexual isso inclui até o mais inocente dos beijos. Chegamos ao ponto onde banalizamos a inocência de nossas crianças, deixando elas consumirem qualquer conteúdo com pouca ou nenhuma supervisão, o motivo disso é falta de comprometimento, muitos responsáveis tentam argumentar insinuando que suas crianças são maduras independente da idade, ou que precisam de liberdade para elas explorarem e aprenderem sobre o mundo por conta própria. Nesse contexto qualquer argumento do gênero não passa de uma balela, e lá no fundo sabemos que aqueles responsáveis não estão preparados ou só não se importam com seus filhos, caso contrário tentariam manter uma supervisão maior. Gosto de pensar que qualquer boa relação precisa ter diálogo constante, infelizmente essa não é a realidade da maioria das famílias, precisamos de responsáveis e filhos dispostos a conversar, muitas vezes o jovem tem medo ou vergonha de perguntar sobre tal assunto e espera a iniciativa do responsável para poder se abrir, mas e quando o responsável não se importa com seu filho o que acontece? A resposta é simples, o jovem recorre a internet onde pesquisa e conversa com pessoas estranhas na busca de saciar sua curiosidade. O maior problema é falta de senso para discernir no que acreditar ou não, o que é realidade e o que é ficção, e até mesmo dizer se o jovem em questão já está maduro para discutir tal assunto. O resultado dessa exposição em sua maioria é um jovem que tenta se igualar a padrões que são irreais ou não estão ao seu alcance devido a sua idade, e a tentativa constante de se validar e se consolidar nesse padrão, em sua maioria, resulta em frustração e serve como base para diversas questões psicológicas como depressão e ansiedade, por exemplo, cujos são denominados o maior male da geração. De onde surgiu essa prática? Da curiosidade e negligência do ser humano, fatores que nos acompanham desde nossa origem, a curiosidade impulsa os jovens a buscar conhecimento “restrito”. E pais negligentes acham que evitando conversas explicativas vão estar preservando a inocência de suas crianças, ao mesmo tempo que deixam de lado a supervisão dando brecha para a mídia doutrinar os mais jovens. Graças a esses fatores a mídia sempre teve um público garantido, jovens curiosos com pais irresponsáveis. Desde os primórdios podemos ver a os meios de comunicação abusando desse contexto. ... Esta imagem foi retirada do Xou da Xuxa um programa “infantil”, exemplos como esse se tem aos montes, podemos observar uma clara apelação no figurino usado pelas figuras femininas adultas no programa. Uma criança não costuma perceber a malicia utilizada até que algumas perguntas comecem a serem feitas e aos poucos vemos seu desenvolvimento com a banalização de tais conteúdos, fazendo deles “normais”. Infelizmente com a internet diversos jovens podem consumir conteúdos cada vez mais explícitos criando uma geração de futuros pais que vivenciaram uma erotização precoce (exposição a erotização antes da faixa etária correta da criança para determinado estímulo). Este artigo de opinião visa conscientizar a todos sobre a erotização precoce e seus males, deixando claro que existem exceções e contextos diferentes tornando cada caso único. Autor: Pedro Leonardo Schwanck Leffa https://www.semprefamilia.com.br/educacao-dos-filhos/riscos-erotizacao-precoce-infancia-como-pais-podem-evitar/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Xou_da_Xuxa